Conforme os meses vão passando e o nascimento do bebê se aproxima, todas as atenções da mulher são voltadas ao seu corpo. Afinal, é ele quem comunicará os principais sinais do trabalho de parto, notificando que o pequeno está prontinho para chegar ao mundo.
Mas no meio de tanta ansiedade e apreensão, pode ser que no primeiro endurecimento da barriga a mãe queira ir correndo para o hospital e acabe ficando por lá mais tempo que o necessário. Para que isto não aconteça, saiba a melhor forma de cronometrar as contrações e assim ter mais controle sobre a fase em que se encontra.
Quando começar a cronometrar?
A partir das 37 semanas, é comum que a mulher apresente contrações esporádicas e não dolorosas, são as chamadas contrações de treinamento ou de Braxton Hicks, que preparam o colo do útero até entrar em trabalho de parto.
Em seguida, a gestante caminha para a fase de latência, em que as contrações são sentidas como um desconforto ou permanecem assintomáticas e ainda não possuem tanta regularidade. Já na segunda fase, que chamamos de fase ativa, é quando temos a ritmicidade das contrações, cujo intervalo de tempo vai diminuindo e a intensidade aumentando.
E é justamente neste segundo momento que vale ter o reloginho em mãos. A mulher deve começar a cronometrar assim que perceber, independente do tempo entre as contrações, que elas estão ritmadas e provocando maior sensibilidade.
Se a gestante teve uma contração, depois de meia hora teve outra e, em seguida, passou-se entre vinte e trinta minutos e sentiu novamente, vale a pena prestar atenção na contagem. Nesta hora, bloco de notas, cronômetro e até aplicativos do celular podem ser aliados para que os pais saibam quanto tempo se passou dando o “start” assim que uma contração acaba e parando quando a próxima começar.
Quanto tempo dura cada contração?
O início do trabalho de parto costuma ser marcado quando a mulher apresenta duas a três contrações em um intervalo de dez minutos. Elas começam durando menos até que, mais próximo da hora de buscar atendimento médico, giram em torno de 45 segundos a um minuto.
Quando ir para o hospital?
Não há um momento que vale para todas. A mulher precisa ir para para o hospital se estiver muito incômodo ficar em casa com a dor, independente do tempo em que as contrações estão vindo.
No entanto, se a gestante estiver em um processo duradouro e de frequência crescente, pode ser o momento de buscar ajuda especializada. Se estiver com contrações há cerca de duas a três horas, por exemplo, e a dor estiver ficando mais intensa e ritmada, vale a pena ir ao hospital para verificar como está o trabalho de parto, assim como a dilatação do colo do útero.
Outro sinal que pede a visita ao hospital é a ruptura da bolsa amniótica, que se manifesta pela perda de líquido que escorre entre as pernas da grávida.
Fonte: Bebe.abril.com.br